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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Costumes da Bíblia - Os escribas

Acesse:http://versiculododia.blogspot.com.br



Os intérpretes da lei judaica eram encarregados de ensiná-la ao povo

Por Marcelo Cypriano / Imagens: Wikimedia
marcelo.cypriano@arcauniversal.com
 
Os escribas eram os “doutores da lei” para o povo judeu, os “professores da fé”. Com o mesmo status dos profetas de outrora, eram chamados de “homens da grande sinagoga” por seu povo, respeitados por todos.
Na Bíblia, há vários registros sobre suas atividades. Quando os judeus saíram do cativeiro na Babilônia e voltaram para a sua terra, Esdras, sacerdote e escriba, recebeu do rei persa Ataxerxes a incumbência de explicar a lei a todos (Esdras 7).
Os judeus que regressaram ouviram, primeiramente, a lei por toda uma manhã:

E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.

E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.

E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.”
Neemias 8:1-3

Ele e os outros escribas ensinavam, Esdras no púlpito e seus companheiros andando por entre o povo:

“E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.

E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.

E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra.

E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.

E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.”
Neemias 8:4-8

Desde essa ocasião, os escribas tornaram-se muito importantes entre seu povo. Além do ensino da lei, eles escreviam cartas e documentos, como faz hoje um escrivão – palavra obviamente derivada de escriba. Sempre entre a população, eram reconhecidos pelo pequeno tinteiro preso ao cinto.

“E eis que vinham seis homens a caminho da porta superior, que olha para o norte, e cada um com a sua arma destruidora na mão, e entre eles um homem vestido de linho, com um tinteiro de escrivão à sua cintura; e entraram, e se puseram junto ao altar de bronze.”
 Ezequiel 9:2

Outras culturas, como os egípcios, tinham seus escribas. Mas na sociedade judaica o status da função era maior, como atestado na Bíblia e em registros extrabíblicos.
Novo Testamento
Nos textos neotestamentários há várias passagens com escribas. Em Lucas, Jesus, ainda menino, desgarrou-se de Maria e José quando estavam em viagem a Jerusalém. Foi encontrado na sinagoga entre vários escribas (ilustração principal no alto da matéria), discutindo a lei conforme os preceitos de Deus:

“E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os.

E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.”
 Lucas 2:46-47

Em outros momentos, o Messias, já adulto, não perdia uma oportunidade de estar entre os doutores da lei (Lucas 4:16-22). Alguns deles estavam entre seus grandes antagonistas, enquanto outros davam vez à razão e o aceitavam. Entre eles, haviam fariseus, saduceus e essênios, além de outras origens e correntes.

“E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:

Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”
Mateus 22:35-37

Por volta da época da queda do Templo de Jerusalém, no ano 70, a influência dos escribas aumentou. Alguns se tornaram bastante famosos, como Hillel e Sammai, cabeças de duas escolas importantes entre os intérpretes da lei, com tendências opostas no ensino da mesma – enquanto o primeiro tinha uma visão mais liberal, o segundo tendia a mais rigor.
Gamaliel, da escola de Hillel (Atos 5:34-35), foi mestre de Saulo de Tarso, que, a caminho de Damasco em sua perseguição a cristãos, sofreu a intervenção do próprio Jesus e se converteu, tornando-sePaulo, um dos maiores divulgadores do cristianismo da história (Atos 22:1-8).

terça-feira, 19 de junho de 2012

Crescimento espiritual

Saiba como é possível atingir o potencial pleno


"O que posso fazer, hoje, para que o meu nível espiritual esteja acima dos 60%?"- Amigo.
Resposta:
Amigo, você deverá fazer 3 coisas:
1º Orar a Deus em Nome do Senhor Jesus, dizendo-Lhe tudo o que estiver dentro de si como: alegrias, preocupações, erros, assim como as suas necessidades;
2º Meditar nas Suas Promessas e Mandamentos, perguntando-se como poderá colocá-las em prática na sua vida diária;
3º Ajudar alguém que esteja enfrentando determinadas dificuldades no seu cotidiano;
Em todos os níveis, precisamos fazer uso do nosso 6º sentido! Porque nada do que fazemos ou planejamos fazer é possível sem que façamos uso dele.
(*) Resposta retirada do blog do bispo Júlio Freitas

sábado, 19 de maio de 2012

Traição: onde está o erro?

Amiga se sente culpada por ter sido traída pelo marido

(*) Cristiane Cardoso/Fotos: Thinkstock
redacao@arcauniversal.com
 
"Meu esposo me traiu, e as pessoas, às vezes, falam que eu também tenho culpa. Isso está me martirizando. Sei que sou humana e tenho erros, ele falou que há anos não me amava. Realmente, ele era muito frio, mas pensava que era o jeito dele. Agora ficam querendo descobrir a razão. Ele quase não falava, era muito calado eu tentava fazer ele se abrir, mas ele não se abria comigo, ele era da IURD há 17 anos, parecia ser de Deus fazia a obra, mas caiu. Ele fala que fui boa esposa, boa mãe, mas agora ficam tentando colocar a culpa em mim e acho que até ele está fazendo isso. Já pedi até perdão a ele pensando que sou a culpada pelo erro dele. Eu o amava, ele já disse antes de eu descobrir que não me amava havia muitos anos e isso me doeu muito. Onde eu errei?"- Amiga.
 Resposta:
O diabo está usando esta situação para impedi-la de olhar para frente e ser feliz. Se o seu esposo pecou e caiu, foi decisão dele! É claro que ninguém é perfeito. Todos nós temos erros e estamos sempre aprendendo. Creio que você, hoje vendo as coisas com mais clareza, venha reconhecer que tenha errado algumas vezes e tomado atitudes erradas, porém ninguém pode ser culpado pelos erros dos outros.
Você vê amiga, até mesmo o próprio diabo tenta as pessoas com pensamentos e fraquezas, porém a decisão de ceder àquela tentação ou não é única e exclusiva da pessoa. Nem Deus, nem o diabo e nem ninguém pode fazer nada por isso! Portanto, você não deve aceitar que estes tipos de pensamentos te coloquem para baixo. Você precisa ir em frente!
Faça uma oração sincera para Deus ainda hoje, até mesmo neste momento. Não perca mais tempo! Creio que você já tenha feito isso, mas eu lhe convido a fazer novamente. Nessa oração diga para Deus tudo que está preso no seu coração. Rasgue o verbo. Se humilhe. Mas, ao se levantar, amiga, decida ser diferente! Decida ser forte e não mais aceitar essas acusações do diabo e de mais ninguém.
Você precisa vencer os seus próprios pensamentos primeiro, para que, então, você venha estar forte e não se deixe abalar pelos outros. Sei que ele fez parte de sua vida e que é muito difícil esquecer. Porém, ele já tomou a decisão dele e já está vivendo a vida. Você também precisa viver a sua. Não deixe com que o passado lhe impeça de viver o presente e de ser feliz no futuro!
(*) Resposta retirada do blog de Cristiane Cardoso.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

COMO CHAMAR A ATENÇÃO DE DEUS


Fui jovem, e já envelheci, e não vi o justo desamparado, nem sua descendência mendigando o pão.
Salmos 37.25

         Nosso objetivo ao redigir esta coluna é transmitir ao maior número de pessoas possível os ensinamentos e as revelações que Deus tem nos dado através da Sua Palavra. Um desses ensina­mentos é o de que não é por mérito que se conquistam os bene­fícios de Deus, mas sim, pelo esforço e determinação em atingir um objetivo e pela fé! Mas não a fé teórica, e sim, a prática.

         Está escrito: “Mas alguém dirá: tu tens fé, e eu tenho obras; mos­tra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tiago 2:18). Em outras palavras, você pode até freqüentar uma igreja, jejuar, orar, mas se não colocar em prática a sua fé, nunca al­cançará a transformação de vida almejada. A expressão “obras” nes­sa passagem refere-se às atitudes que tomamos em conformidade ou não com a Palavra.

         Vale a pena ressaltar que, diante de Deus, todos nós somos pe­cadores. Porém, quando tomamos uma atitude de fé, arrependen­do-nos sinceramente de nossos erros, automaticamente somos perdoados, lavados e justificados pelo sangue derramado pelo Senhor Jesus. Quer dizer, somente quando passamos a viver em obediência à Palavra de Deus, é que nos tornamos justos diante dEle.

         Todavia, por causa da forma­ção cultural do povo brasileiro, das tradições religiosas herdadas de nossos ancestrais, aprendemos que basta ter bom coração, ser caridoso para agradar a Deus. Contudo, a Bíblia diz que é pela graça, ou seja, pela misericórdia e compaixão de Deus, que somos salvos. Portanto, não é pela prática da caridade que alcançamos a salvação, mas é pela fé no que está escrito!

         Não importa qual a raça, religião, grau de instrução ou con­dição social da pessoa, tampouco os erros que ela cometeu. Não é isso que Deus considera, mas sim, o interior do ser humano e suas atitudes diante da Sua Palavra. Ou seja, não basta crer em Deus e aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador. É preciso mais do que isso! É necessário assumir essa fé na prática, o que requer sacrifício da nossa parte.

         O sacrifício é uma demonstração pessoal da fé, envolve renúncia, por isso dói, incomoda. No entanto, chama a atenção de Deus! Con­tudo, para que isso ocorra, tem de haver primeiro por parte do indiví­duo uma disposição em sacrificar sua própria vontade, para obedecer a de Deus. Todavia, ocorre que muitos têm ofertado suas vidas a Ele, mas não as têm sacrificado. Por essa razão, mesmo estando na igreja e sendo caridosos, continuam colhendo apenas fracassos.

         Amigo leitor, Deus aspira viver em nossa companhia por toda a eternidade, mas para isso precisamos fazer sacrifícios, pois ter uma vida em comunhão com Ele não é fácil. No entanto, lembre-se: a atitude de sacrificar ou não depende exclusivamente de você!

terça-feira, 24 de abril de 2012

A FORMAÇÃO DE DISCÍPULOS



          A Igreja do Senhor Jesus Cristo hoje é fruto do trabalho dos servos do Espírito Santo feito nos discípulos formados ontem. A Igreja do Senhor Jesus Cristo amanhã vai depender do trabalho que está sendo executado pelos servos do Espírito Santo nos discípulos que estão em formação hoje. Essa formação de discípulos somente pode ser realizada pelos verdadeiros discípulos do Senhor Jesus, e não por um simples leigo, seguidor, pregador ou instrutor teológico. Aqueles que tiveram a sua formação fundamentada nas condições requeridas pelo Senhor Jesus, ou seja: renúncia total de seu futuro, de seus projetos pessoais, de seus bens materiais, enfim, de toda a sua vida até à morte, é que podem formar discípulos. Se isto não for observado, então não há nenhuma condição nem de se fazer discípulo nem de se candidatar ao discipulado. Porque aquele que forma discípulos não pode requerer deles apenas a sua renúncia total, mas como também, ele mesmo tem que dar o seu primeiro exemplo, e assim mostrar com a sua própria vida a renúncia de discípulo que é, da mesma forma como o Senhor Jesus também o fez em relação ao Seu Pai. O Espírito Santo diz, através do apóstolo Paulo, que “nós devemos ter o mesmo sentimento que houve também no Senhor Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo (discípulo), tornando-se em semelhança de homens. E, reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”.

         Todo o tempo e paciência necessários por parte daquele que forma discípulos, devem ser observados, uma vez que o seu trabalho é o mais importante dentro do ministério cristão, pois, afinal de contas, ele deve estar se esmerando em transferir a visão e unção que o Senhor Deus lhe outorgou.

         Se os discípulos de ontem foram fiéis à sua chamada e escolha, e realmente renunciaram a tudo quanto tinham, de acordo com a Palavra do Senhor, que disse: “Se alguém vem a Mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz, e vier após Mim, não pode ser Meu discípulo. Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser Meu discípulo”. Os seus respectivos discípulos terão o seu exemplo para, por sua vez, constituírem outros discípulos com o mesmo caráter e no mesmo Espírito.

         É claro que o trabalho de formação de discípulos sempre está sujeito às condições de submissão e despojamento de si mesmo, que o formador de discípulos tem para com a voz do Espírito Santo. Se o formador de discípulos tem ouvidos para ouvir a voz de Deus, então os discípulos que ele formar também o terão; e quaisquer que sejam as condições contrárias que estes encontrarem no futuro, para o exercício do ministério, jamais os impedirão de alcançar os objetivos para o Senhor. E serão chamados de servos bons e fiéis. Foram fiéis no pouco, sobre o muito serão colocados. E a honra e a glória serão dadas ao Senhor que os escolheu para seus discípulos.

terça-feira, 27 de março de 2012

REFLEXÃO: A Mulher V - Ela é doce

Durante esta semana, publicaremos trechos do livro "Mulher V", de Cristiane Cardoso, para que sirvam para reflexão





"Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua."


Provérbios 31:26





Você já conheceu alguém que era extremamente inteligente, que tinha todas as respostas e que sabia lidar com praticamente tudo na vida, mas sempre que estava por perto lhe causava uma sensação de desconforto?


Há muitas mulheres sábias por aí. Elas sempre têm um discurso para cada situação e, no momento em que você diz algo errado (o que sempre acontece com aquelas que não estão “no mesmo nível” delas), lhe olham com desdém. Elas são boas demais para nós. Dizem que são humanas e cheias de falhas, mas não creio que realmente pensem assim.


A Mulher V é sábia, mas a sua sabedoria não faz ninguém se sentir mal, pois ela também é gentil. O versículo acima nos mostra algo extraordinário: a sabedoria tem muito a ver com a maneira com que falamos e com bondade. Sempre pensei que para ser sábia precisaria saber o que fazer, como me comportar e como lidar com a vida. Mas, de acordo com este versículo, a sabedoria está ligada à maneira como falamos.


A Bíblia diz que “a boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6:45). Isso nos faz concluir que toda a sabedoria que temos flui através de nossa boca, e não necessariamente de nossas atitudes. Não quer dizer que possamos nos comportar mal, mas sim que o primeiro ponto de contato da sabedoria de uma mulher são as suas palavras.


A Mulher V fala com sabedoria, e por isso fala com bondade; ela é doce. Agora, vamos inverter essa frase: A “NÃO Mulher V” fala tolices, e por isso fala com aspereza; ela é amarga.


As pessoas tristes estão sempre olhando os outros de maneira triste. Elas estão tão frustradas com suas próprias vidas que a única maneira de se sentirem melhor é olhar para as pessoas que estão indo bem e criticá-las, odiá-las e colocá-las para baixo. Tudo é motivo de crítica aos olhos daquelas que estão infelizes consigo mesmas.


Quando uma mãe grita com o filho após tropeçar num brinquedo no meio da sala... Quando uma esposa fica emburrada porque o marido não a ajuda com as tarefas da casa... Quando uma mulher vira os olhos ao receber a ligação de uma amiga numa hora inconveniente... Ela gostaria de não se importar com essas pequenas coisas, ou pelo menos saber como lidar com elas, mas não consegue; ela já tentou, mas falhou.


Então, como você vence isso? É simples, mas não é fácil. É absolutamente praticável; você não precisa de um manual, basta fazer o oposto daquilo que sente vontade. Se os sapatos no meio da sala estão implorando para que você perca a paciência, não lhes dê esse prazer. Recolha-os e coloque-os no devido lugar.


Tão simples, não é? É assim que você deve agir em relação a tudo que vier pela frente – tendo uma atitude positiva, deixando toda a amargura de lado.


Veja que quando você age de maneira negativa, acaba atraindo reações negativas. Por exemplo, a criança revira os olhos e lhe dá uma resposta que vai magoá-la, ou o marido sente que sua masculinidade está sendo ameaçada pelo seu desrespeito e, por isso, a deixa falando sozinha... Semeie sementes negativas, colha frutos negativos.


No momento em que você fala um pouco mais alto, a outra pessoa tende a querer falar mais alto ainda. Dê motivos a uma pessoa para se aborrecer com você e ela já não vai mais se concentrar nos seus próprios erros, que foi exatamente onde tudo começou.


Seja uma pessoa doce. Em vez de dar o troco na mesma moeda, deixe as diferenças de lado e ponha uma pedra em cima. Nem sempre você tem de vencer numa discussão. Nem sempre precisa dizer às pessoas que elas cometeram um erro. Nem sempre precisa apontar os defeitos dos outros. E certamente não precisa reclamar, afinal de contas, já não está mais do que provado que quanto mais você reclama, menos é ouvida?


Provérbios 19:13 retrata isso de uma maneira muito interessante, dizendo: “E um gotejar contínuo, as contenções da esposa.”


Se você já se sentiu incomodada por uma torneira pingando, então tem uma ideia de como é irritante quando uma mãe não para de reclamar com os filhos sobre o desempenho deles na escola, por exemplo; ou de como um marido se sente quando, ao chegar a casa do trabalho, sua esposa começa a reclamar das contas a pagar, ou do fato de ela ser a única a fazer as coisas dentro de casa, e por aí em diante.


Isto não significa que ela não tenha motivos para reclamar; o problema é que ela soa como um gotejar contínuo. Ninguém quer ouvi-la; ninguém quer prestar atenção às suas necessidades. A família faz até questão de evitá-la.


Eu costumava reclamar de tudo, e sei que essa, na verdade, não é a nossa intenção. Queremos que as coisas sejam feitas e, já que não somos ouvidas quando falamos pela primeira vez, começamos a falar tudo novamente até que alguém finalmente nos dê ouvidos. Mas, infelizmente, durante esse processo, perdemos a nossa doçura e nos tornamos aquela esposa ou mãe chata que a família tem de suportar todos os dias.


Meu esposo trabalhava duro todos os dias, e o pouco de tempo que sobrava para mim, ele tirava para dormir – o que me irritava muito. Eu queria sair, conhecer coisas novas, ir ao cinema... E ele queria descansar. A cena se repetia todas as semanas: ou eu reclamava ou fazia comentários que eram verdadeiros golpes baixos – daqueles que somos mestras em fazer –, enquanto ele ou me dava o tratamento do silêncio ou me levava para sair com uma tremenda má vontade. Eu me sentia muito mal em ambos os casos, mas não sabia me expressar de outra forma a não ser daquelas duas maneiras.


E continuou assim durante algum tempo, até que reconheci meu erro. Foi difícil admitir que estava errada em tentar ter um tempo de qualidade com o meu marido. Será que nós, esposas, não merecemos isso? Mas esse não era o problema; não era isso que estava errado. O problema estava nas minhas reclamações, na resistência constante às vontades do meu esposo.


Comecei a apresentar essa situação a Deus e, em troca, Ele me mostrou como conseguir o que eu queria sem reclamar. Primeiro, parei com as reclamações. Depois, passei a fazer as coisas que meu marido queria e ficava em casa sem aquela cara emburrada e sem me lamentar. Algumas semanas depois (isso mesmo, só levaram algumas semanas), meu marido estava tentando me agradar. Ele passou a tomar a iniciativa de me levar para passear, e até a se divertir também.


Decidi ser doce e gentil com o meu marido e isso foi o bastante para que ele se sentisse no dever de ser doce e gentil comigo também.



Por Cristiane Cardoso (*)
redacao@arcauniversal.com

(*) Trecho do capítulo ”Ela é doce", do livro “A mulher V – moderna, à moda antiga”, de Cristiane Cardoso


segunda-feira, 26 de março de 2012

E você é um cristão embalagem?

Quando estamos com aquela sede o que nos importa a embalagem ou conteúdo?
Com toda a certeza o conteúdo pois é ele que sacia a nossa sede e não embalagem. Nos dias em que vivemos as pessoas ultimamente se preocupam exclusivamente com o exterior como: beleza, popularidade, dinheiro, diversão e entre outras coisas, mas acabam se esquecendo que aquilo que sacia a sede na verdade é o conteúdo, ou seja, o interior da pessoa as coisas que influenciam de formar harmônica ou positiva.

O que adianta tanta embalagem se o produto é estragado?
Nós não temos que ser embalagem ou até mesmo procurar por elas, porque na verdade o que nos vai fazer diferente é o nosso conteúdo e o conteúdo das pessoas que estão a nossa volta.

E você tem sido um cristão embalagem?
Aquele que só vive de aparência ? Saiba que Deus sempre olha o conteúdo, um grande exemplo foi Davi o menor na casa, corpo de criança, mas que tinha temor e amor por Deus e suas ovelhas.

O que adianta tanta embalagem se não tem conteúdo?

Aqueles que fazem a diferença são os que tem conteúdo.

Reflita!

Por Ana Larissa

Acesse já: http://larissasilvayork.blogspot.com.br/


domingo, 25 de março de 2012

A Mulher V - Ela planeja

Durante esta semana, publicaremos trechos do livro "Mulher V", de Cristiane Cardoso, para que sirvam para reflexão
Por Cristiane Cardoso (*)
redacao@arcauniversal.com






"No tocante à sua casa, não teme a neve. Pois todos andam vestidos de lã escarlate."

Provérbios 31:21



Dias de neve deviam ser dias muito difíceis naquela época. Imagine não ter os tratores para retirar a neve e espalhar sal pelas ruas, não ter aquecimento central ou insulação, nem uma 4x4 com pneus próprios para a neve. Se nevasse, você ficaria presa em casa. Quer dizer, sem comida, sem água e sem ter como sair. Se o estoque acabasse...

A Mulher V pensava à frente. A sua família era bem cuidada porque ela se preparava para todos os tipos de situações. Essa é uma característica pouco valorizada que pode ser a salvação; contudo, raramente é apreciada. As pessoas gostam de viver a vida à medida que as coisas vão acontecendo. Se a vida for dura, elas lidam com a situação naquele momento. Mas, como elas raramente se preparam, acabam sofrendo.

Normalmente, as pessoas que não planejam são aquelas que dependem dos outros. Elas não sabem dirigir porque outra pessoa dirige para elas. Não sabem cozinhar porque alguém cozinha para elas. Não sabem ser mãe porque outra mulher faz o papel delas... Elas não planejam, não se importam, não gostam de pensar nisso.

É claro que elas podem se safar enquanto tiverem alguém para fazer as coisas para elas. Mas até quando? Até quando os outros vão continuar desviando a sua rota para socorrê-las? A vida é muito curta. Se você não planeja com antecedência, não se torne um obstáculo para aquelas que o fazem.

A visualização

Minha mãe diz que quando eu ainda estava no seu útero, ela imaginou como seria o meu rosto. Hoje ela diz que eu saí exatamente como ela havia imaginado na época. É bom ouvir isso! Uma simples visualização mental de como eu seria... “Grande coisa”, alguém pode dizer. Mas, por mais estranho que pareça, isso realmente aconteceu. É o tipo simples de fé que visualiza um sonho, e determina que ele é mais que um sonho –é real. Esse tipo de planejamento faz as coisas acontecerem a todo instante. Todas as vezes que você planeja, o seu futuro pode ser moldado da maneira que você quiser.

Jacó fez algo parecido. Ele havia combinado com o seu sogro, que também era o seu patrão, que todas as ovelhas e todos os bodes que fossem malhados seriam dele. E mediante tal acordo, a Bíblia diz que:

“Tomou, então, Jacó varas verdes de álamo, de aveleira e de plátano e lhes removeu a casca, em riscas abertas, deixando aparecer a brancura das varas, as quais, assim escorchadas, pôs ele em frente do rebanho, nos canais de água e nos bebedouros, aonde os rebanhos vinham para dessedentar-se, e conceberam quando vinham a beber. E concebia o rebanho diante das varas, e as ovelhas davam crias listadas, salpicadas e malhadas.” Genesis 30:37-39


(*) Trecho do capítulo ”Ela planeja", do livro “A mulher V – moderna, à moda antiga”, de Cristiane Cardoso

segunda-feira, 12 de março de 2012

ORIENTAÇÕES: Mulher Cristã: Dúvidas esclarecidas


"Será que não há uma pontinha de preconceito?"

No meu Estado, o bispo que comanda é 7 anos mais jovem que a sua esposa. Na minha igreja, muitos pastores casados que ali passaram são casados com mulheres muito abençoadas, nascidas de Deus, algumas com 7, outras com 10, 8 e 11 anos de diferença de seus maridos, mas que demonstram não ter problemas a respeito disso. Alguns casaram na obra de Deus e é visível a compatibilidade espiritual vista neles, além da unção de casal superabençoado que Deus nos mostra que eles possuem.

Daí eu me pergunto: será que não é um pouco exagerado esse conceito de que todos os homens mais novos farão as mulheres mais velhas infelizes, de que o Espírito Santo não quer abençoar aquele casal porque eles têm diferença de idade? Nem todos os casamentos permitidos são uma bênção, nem todos os casamentos não permitidos não são. Deus fala na palavra DEle que ele não vê como vê o homem. O homem enxerga o que está diante dos olhos, mas Deus observa o coração, às vezes, e na maioria delas ele é enganoso, mas será que ele sempre vai enganar se isso acontece?

Será que não há uma pontinha de preconceito e pré-conceito nisso tudo, de maneira até radical de que ninguém pode ser feliz assim ou que ninguém pode constituir família nesse sentido? Por que não? Mesmo Deus tendo mostrado até na própria igreja que há exceções conhecidas e respeitáveis a regra?

No mundo nos deparamos com preconceitos de cor e idade, com pessoas nos julgando por isso ou aquilo e, sabe, às vezes é tão ruim esse tipo de coisa… Se colocarmos os maus casamentos em um lado da balança e os abençoados do outro realmente são a minoria os abençoados, mas ainda que sejam a minoria Deus nos mostra que eles existem e que podem dar certo ainda que haja diferenças no mesmo

Amiga,
Por e-mail

Amiga,
Eu não vejo isso como uma regra da Igreja, do meu pai, ou minha – e sim, uma orientação. Essa orientação damos devido a experiências que temos com centenas de casais que aconselhamos por muitos anos. É nossa responsabilidade orientar aqueles que ainda não se casaram sobre esse risco, que, hoje em dia, é um dos mais comuns. Se há exceções, creio que sim – mas como saberemos se não os conhecemos pessoalmente e os que conhecemos, vemos problemas?

O mundo diz que a idade não importa. O mundo também diz que você deve ficar, namorar, e dormir com o máximo de homens possível para depois fazer a sua escolha. Ora, será que quando somos contra esse tipo de comportamento também estamos sendo preconceituosos? A escolha sempre foi e será sua.

Carta respondida por  Cristiane Cardoso

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