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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Anda ansiosa?

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Como prometido na semana passada, aqui vão duas dicas para aplicarmos contra a maldita ansiedade.

1. Creia!

Isso não é blablablá, não! Você precisa crer na sua bênção. De que ela virá no momento certo e que Deus é quem vai lhe dar. De que adianta praticar qualquer outra coisa se você não crer que o que tanto sonha vai realmente acontecer?

Falar que crê é fácil, mas será que você tem agido como uma pessoa confiante? Faça essa pergunta a si mesma.

2. Vigiando, orando e agindo. Percepção é a chave

Emoções e sentimentos são como gasolina e fogo na ansiedade. Você precisa pedir a Deus que lhe dê percepção para perceber imediatamente quando esses dois elementos começarem a se unir para incendiá-la. Amarre as emoções e sentimentos. Use a sua fé! Pare de pensar naquilo, saia daquelas emoções e siga em frente! O segredo é começar a praticar as dicas mencionadas acima. Temos encontro marcado semana que vem nesse mesmo lugar.

domingo, 22 de julho de 2012

Reflexão: Você está demitida!

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Temos abordado dicas para vencer a ansiedade. Não é fácil, não é mesmo? Mas também não é impossível, podemos, sim, vencer fazendo uso da fé inteligente e demitir a maldita de uma vez por todas. Hoje finalizamos o assunto com as dicas 5 e 6.

5. Converse com alguém.

Se vir que a ansiedade está vencendo você, converse com alguém que possa ajudá-la. Aconselho que seja um pastor ou a esposa dele. Quando você coloca para fora algo o que está escondido, aquilo perde todo o poder. Pratique e confira!

6. Descubra onde ela começa.

Se ficar falando de namorado com as amigas faz piorar a ansiedade, então não converse mais sobre isso. Se ficar assistindo a filmes românticos não ajuda em nada, então não assista mais a esse tipo de filme. E assim por diante. Seja inteligente e use a cabeça, corte o mal pela raiz.

Bom, se colocar em prática essas dicas, creio que vai tirar de letra! E a ansiedade nunca mais dará uma "de metida" na sua vida!

Nos vemos semana que vem!

domingo, 24 de junho de 2012

MENSAGEM: O jasmineiro

Ele, realmente, nunca mais foi o mesmo

Por Pedro Henrique Cunha / Foto: Thinkstock
redacao@arcauniversal.com
Clara plantou um jasmineiro em frente à sua casa, porque achava a fachada um pouco triste, escura. Com uma árvore haveria sombra, e no caso do jasmineiro, o perfume suave na época das flores. Anos depois, a imponência dos galhos prejudicava a entrada da casa. Clara, aborrecida com o cansaço da vida e com as folhas que insistiam em cair em excesso, formando um tapete que precisava ser removido ou denunciava os descuido, decidiu abrir mão de sua árvore.
Pobre jasmineiro... Pudesse ele falar e diria que não fez por mal. Sua intenção era apenas oferecer a boa sombra e o bom perfume de suas flores. Mas como as árvores não falam, veio seu Josué, um homem que vestia calça escura e camisa marrom que, por ordem de Clara, cortou o jasmineiro. Josué deixou apenas um toco feio e sofrido, e isso porque o machado não dera conta do restante do trabalho.
 Um homem que passava perto do local, olhou a cena e disse consigo:
“Pobre jasmineiro, nunca mais será o mesmo.”
Na vida, há muitas pessoas sofrendo, perdendo seus sonhos e até a vontade de viver, como aquela árvore perdeu seus galhos, pagando tanto a nossa história, o jasmineiro que virou um toco não perdera sua raiz e, dia após dia, foi resistindo àquele processo de mortificação e tristeza, sua raiz sugava a força da terra.
Assim também as pessoas se surpreendem com sua própria força, quando, em meio a qualquer situação de perda, se ligam àquele que é capaz de mudar qualquer história: Deus. Mesmo ficando com tantas perguntas sem respostas.
Um pouco a cada dia e tudo se conserta. Com perseverança, aliando a fé à paciência, como a árvore de nossa história que resistiu sublime, e depois de algum tempo já mostrava novos galhos mais organizados e bonitos.
Duvidar de Deus é o mesmo que perder a esperança. É abandonar a chance de ser uma nova pessoa e viver uma nova vida.
O homem que disse que o jasmineiro nunca mais seria o mesmo não estava errado. Depois de tudo, ele ficou ainda mais bonito. E isso vale para você poder caber nos planos de Deus. Se você já teve sombra e flores e hoje não tem mais nada a oferecer, saiba que realmente nunca mais vai ser como foi um dia. Você vai ser melhor do que antes.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O colecionador de passados

Ele guarda pertences há meses, anos, e quem sabe décadas. Não disse o nome, e se incomodou em revelar mais de si. Quantas pessoas ao nosso lado armazenam segredos e não desejam compartilhá-los com ninguém?

Por Jaqueline Corrêa / Foto: Thinkstock
jaqueline.correa@arcauniversal.com

É bom termos os olhos aguçados para a simplicidade do dia a dia e que sempre passa de esguio por nós, porque são eles que nos fazem dar e ter atenção a elas.
Sempre que passava por uma tranquila rua próxima à minha residência, ouvia vindo de uma certa casa, um som de televisão ligada ou uma voz masculina sussurrando alguma coisa.
Tudo normal, a não ser pelo fato de olhar e não ver absolutamente nada, salvo uma casa bastante simples e certamente inóspita, pensava eu, e pensaria assim você também, porque da pequena casa “flui”, como galhos de árvores, ferros retorcidos pela janela quebrada e gradeada, pedaços de madeira, placas de trânsito quebradas, anúncios antigos, plásticos e tantas outras ‘tralhas’ – se é que temos o direito de denominar assim os pertences alheios – que você puder imaginar.
Por isso a admiração.
Quem moraria naquele lugar? Quem colecionaria inúmeros objetos aparentemente sem valor?
Passando novamente pelo lugar, outro dia, um senhor trajando terno e calça jeans, com uma sacola plástica na mão, trancava a porta quase desaparecida em meio a diversas barras de ferro e madeira depositadas horizontal e verticalmente. Não resisti e lhe perguntei se morava ali.
Desconfiado, logicamente, o senhor de fios grisalhos e que até lembram a famosa cabeleira de Einstein, limitou-se a dizer apenas que não, que “apenas guardava as suas coisinhas” naquela casa. Simpático, ou talvez defensivo, perguntou-me se morava perto, se era professora de uma escola próxima, ou, em outras palavras, talvez quisesse retrucar: “Por que você quer saber da minha vida, sua intrusa?” Mas isso ele não falou.
Porém, talvez, tenha pensado; talvez ele quisesse dizer. No entanto, respondendo-o, também limitei a curiosidade dizendo que morava sim, perto, e que não era professora. Ele me olhou, tentando falar algo a mais e eu querendo ‘arrancar-lhe alguma frase além’, mas, não haveria sentido. Não haveria por que tentar saber sobre alguém que gosta de colecionar passados seus e alheios, e que pouco quis saber da pessoa que lhe importunara.
E pelo respeito mútuo fomos embora. Segui o meu caminho com a amarga curiosidade jornalística coçando a minha orelha, e ele agradeceu – não sei se pelo fato de ter parado e puxado uma conversa no caminho para o trabalho, ou porque alguém se importou em saber que passado tão interessante é este do qual não deseja se desfazer. Mas isso, quem sabe, um dia descobrirei.
Para refletir
“São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso.” Mateus 6.22
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Virgindade

Amiga se sente triste porque queria que o namorado também fosse virgem

(*) Cristiane Cardoso/Fotos: Thinkstock
redacao@arcauniversal.com
"Tenho 17 anos e faço a obra. Meu namorado também é obreiro. Cheguei à IURD bem novinha. Não conheci o mundo, sou pura, mas meu namorado não. Isso muitas vezes me deixa triste, triste de saber que quando a gente se casar eu não serei mais a primeira na vida dele. É duro, pois tenho que lutar contra esse sentimento todos os dias, por favor, me oriente. É normal, é o diabo me pondo para baixo, é coisa da minha cabeça? Eu não sei. Ele, porém nem desconfia que vivo pensando assim dele."- Amiga.
Resposta:
Eu entendo que o ideal quando duas pessoas se casam é que os dois tenham se guardado um para o outro, mas vivemos em um mundo podre amiga, onde cometemos muitos erros antes de conhecer Jesus. Graças a Deus você teve o privilégio de se manter pura e se guardar até o dia do seu casamento, já o seu namorado não. Se para você, casar com um rapaz também virgem é algo extremamente importante, então, segundo a lógica, você está namorando a pessoa errada. Se, porém isso é somente uma coisa que você gostaria que fosse, mas está disposta a sacrificar com o conhecimento do que falei no começo dessa resposta, então, a solução é simples: Use a sua fé para vencer esse sentimento de tristeza. O que é mais importante para você, se casar com um homem virgem ou se casar com um homem de Deus?
(*) Resposta retirada do blog de Cristiane Cardoso.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Você não está se esquecendo de nada?

Podemos esquecer muitas coisas, podemos esquecer coisas fúteis ou necessárias, mas o essencial não dá para deixar para depois

Por Jaqueline Corrêa / Foto: Thinkstock
jaqueline.correa@arcauniversal.com

O que você fez antes de sair de casa?
Vamos ver...
Acordou correndo, tomou banho às pressas, vestiu-se correndo com a primeira, ou no máximo segunda roupa que viu pela frente, tomou o café da manhã comendo em pé, provavelmente (não que isso aconteça todos os dias, mas como você levantou atrasado, a melhor maneira de fazer o seu organismo entender que deve fazer a digestão rápida, é se comer em pé, mesmo que isso não funcione assim muito bem – e você sabe disso –, mas que acaba tornando-se uma ressalva para a sua consciência...) e saiu enlouquecido rumo ao trabalho.
E quando você está na saída do prédio onde mora, ou na entrada do metrô, percebe que esqueceu o cartão, a identidade, ou o mais inédito ainda – como se não precisasse acontecer mais nada naquele dia – a chave do apartamento enfiada na porta.
Então você volta correndo, tropeça numa pedra, se equilibra para não pagar aquele mico de cair na rua movimentadíssima – torcendo para que ninguém tenha lhe visto, é claro – entra no prédio com o pensamento nas chaves ou no possível ladrão que entrou em casa e limpou o lugar – não no bom sentido, logicamente, até porque ladrão que é ladrão não faz faxina, mas de qualquer forma faz a limpeza do jeito dele... –, e... Ufa! A chave ainda está na porta e o apartamento está da exata forma como você o deixou. Ou seja, bagunçado mesmo, mas por sua conta própria.
E depois de ter dado aquele suspiro de alívio, retorna para o ponto de onde partiu agraciado com a vida: a entrada do metrô.
E aí você chega ao trabalho, suado e ofegante, realiza suas atividades normais, sai para almoçar, conversa com seus colegas, relata o seu drama vivido nas primeiras horas do dia, faz a digestão –dessa vez devagar –, e volta ao trabalho novamente. Fala com um, combina com outro, atende ao telefone, passa ligações, tira dúvidas, responde a perguntas, ri, se irrita, resolve problema, antecipa o outro dia, dá um “tchau e até amanhã” para quem fica, e vai embora.
E, de quebra, como ainda faz cursos à noite, corre para o metrô, espera algum trem que venha vazio, coloca seu iPod e segue para a sua aula tranquilamente, escutando suas músicas prediletas, como se não estivesse esquecendo de mais nada.
É quando chega em casa, toma o seu banho, vê alguns e-mails, come qualquer coisa, assiste a um pouco de tevê e, ao bater o cansaço, deita-se confortavelmente na cama, para se preparar para mais um dia de trabalho e possivelmente de correria.
Você só se esqueceu de uma coisa, que se deixar de fazer por um ou mais dias, provavelmente vai deixar de fazer por vários e em seguida por muitos dias: de depois de acordar, pedir para que o seu dia seja bom, e antes de dormir, agradecer por ele e por toda a dor de cabeça que evitou por causa de um simples esquecimento pela manhã.
Podemos esquecer muitas coisas, podemos esquecer coisas fúteis ou necessárias, mas o essencial não dá para deixar para depois. A oração lhe deixa mais próximo de Deus e é o meio que Ele tem para ouvir o que você tem a dizer. Salmos 5.3

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Quando as palavras dizem o contrário das atitudes

Só aconselhe seu próximo com algo que você também faria, senão, prefira manter-se calado

Quantas vezes as pessoas costumam sugerir uma ideia, atitude certa ou a solução rápida para um problema seu, quando na realidade se manifestam de maneira diferente para si mesmas, às vezes até desrespeitando o próximo. Normalmente, pessoas com esse tipo de atitude e personalidade, em que sugerem ao outro o melhor a ser feito, não têm coragem de fazer o mesmo, mas aconselham como sendo um recurso. “Se alguém vai lhe dar um conselho e facilmente resolve seu problema com poucas palavras, lhe diz o mais sensato a ser feito, seja sobre sua situação financeira ou em qualquer outro âmbito da sua vida, mas não sabe resolver a própria, reclama e lamenta de tudo, como as sugestões serão bem-vindas e como saber se elas são realmente verdadeiras? Pense nisso”,  argumenta a psicóloga Cássia Sartoneri de Paula.
Segundo a especialista, só diga ao seu próximo o que faria - naquela determinada circunstância - caso realmente seja verdade, leal com suas opiniões e realmente vise o bem. “Isso porque há pessoas que só fazem as coisas e tomam iniciativas baseadas nos conselhos e opiniões, mesmo que não seja o que pense, porque não tem pulso firme para discernir o que é melhor para si. Neste caso, uma opinião mal colocada pode mudar a vida da pessoa para pior”, alerta Cássia.
“Cada um tem que ser exemplo do que fala. De que adianta você achar bom um idoso trabalhar, pois ele se sente mais útil e menos sedentário, se quando você é atendido por um não tem paciência de explicar o que realmente precisa? Ser educado com os seus colegas de trabalho, mas tratar mal um animal? Fazer comentários a respeito do companheiro de sua amiga, pelo fato de ele não lhe tratar como você merece, só que é ríspida ao chegar em casa ou até mesmo rebaixar uma pessoa que não tem o mesmo nível intelectual que o seu”, alerta Cássia. De acordo com a psicóloga, as ideias e atitudes têm que se completarem umas às outras.
Assim, no momento em que receber uma palavra ou conselho de alguém, avalie alguns pontos para que você possa se situar no que deve ser feito. “Essa pessoa realmente está dizendo algo que faria e quer ver o seu sucesso; ela disse o que acha realmente que é melhor e não apenas para agradá-lo, e não tem coragem de enfrentar a realidade e ser corajosa; ou falou algo da boca para fora e não se importa realmente se isso vai dar certo. As opiniões são expressadas com muita ou pouca importância e intensidade, mas a sua avaliação e suas atitudes são realmente valiosas e são capazes de revelar de você uma pessoa melhor a cada dia. Supere-se”, finaliza Cássia.

terça-feira, 17 de abril de 2012

"Fé Racional" - a emoção neutraliza o poder da fé

Quando falamos de fé, vemos o poder infinito de Deus guardado em um vaso de barro finito e pequeno: o nosso corpo. Deus tem colocado o Seu infinito poder dentro de cada um de nós. E esse poder se chama fé. No entanto, para usufruir desse poder e para que a fé venha aflorar em sua vida, é preciso, naturalmente, desprezar os cinco sentidos humanos e os sentimentos do coração.

Quem se deixa levar por sentimentos, impede a fé de funcionar. Quando a pessoa é movida pelas emoções, a fé fica neutralizada. Por exemplo: quando o pastor necessita orar por algum membro de sua família, ele encontra dificuldade em ajudá-lo, porque ora baseado no sentimento. Desta maneira, a sua fé, alicerçada nos impulsos do coração, não funciona. E não pode ser assim. A fé deve ser ativada com base na Palavra de Deus e em Suas promessas.


Temos de crer como a própria Bíblia nos ensina: “Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que O buscam.” (Hebreus 11.6) Isso significa que não podemos chegar à presença de Deus com base na emoção, mas na certeza de que Ele cumprirá o que prometeu.

O Senhor Jesus disse a uma figueira: “Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.” (Mateus 21.19) Quer dizer, da mesma forma que Ele deu ordem a uma árvore e ela imediatamente obedeceu, podemos também, em Seu nome, ordenar a uma doença que saia e nunca mais torne ao corpo.

Podemos usar a autoridade do Senhor Jesus que nos foi concedida em Seu nome. Não precisa ser um pastor ou um ministro do Evangelho para assumir essa autoridade. Qualquer pessoa que crê na Palavra de Deus pode assumi-la. É necessário, portanto, que haja essa consciência de que é por meio da fé que se conquistam esses benefícios.

Infelizmente, muitos continuarão a sofrer porque insistem em viver na teimosia. Se a pessoa decide não buscar ajuda, não há nada a fazer para mudar a sua situação. Isso acontece porque a fé que Deus plantou dentro de todos nós, quando usada de modo inteligente, de acordo com a Palavra de Deus, faz com que o milagre aconteça. Mas, para isso, a pessoa deve buscar por essa fé e ser humilde para aceitar tais palavras.
Por bispo Edir Macedo
redacao@arcauniversal.com


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Histórias que edificam: "Os passos"

Veja somente o que lhe espera à frente e não volte para trás. Não corra o risco de ter seus sonhos neutralizados por você mesmo



Senti que alguém estava me seguindo.
Quando saí de casa, vi o céu um pouco nublado. As árvores balançando, as folhas secas caindo, um vento frio anunciando que a noite ia ser daquelas. Os passarinhos não estavam mais ali, refugiaram-se em algum lugar longe daquela escuridão. Fechei meu casaco e desci as escadas da calçada, rumo à rua.
Além de mim, não havia ninguém na rua. Olhei para todos os lados e me vi sozinha. Quem iria sair naquele frio? Só eu mesma! O vento forte, sussurrando em meu ouvido, sugeria para que eu voltasse para casa. Mas eu não podia. Precisava chegar o mais rápido possível ao meu destino.
Segurava forte o meu casaco. Uni mais o cachecol no meu pescoço e coloquei as mãos no bolso. Fiquei mais confortável. O vento vinha contra o meu rosto, cortava a minha pele, enrijecia meus olhos. Comecei a ouvir, então, alguns passos atrás de mim. Não tive coragem para olhar. Estava com medo. Era um ladrão, eu pensava. Trouxe a minha bolsa mais para frente, mais próximo do meu corpo, e a apertei com o cotovelo. Era incrível como não havia ninguém na rua a quem pudesse pedir ajuda! Nenhum carro andando, nem uma casa aberta, nenhuma pessoa chegando à sua residência.
Eu achava que estava só. Mas aqueles passos me faziam ver que havia mais alguém ali. Ora mais forte, ora mais fraco – o som das pegadas era constante. Eu andava rápido, mas muito aflita, porque assim que dobrasse a esquina, adentraria em uma rua ainda mais deserta, um lugar onde não havia casas, e sim velhas fábricas fechadas. Minha família e eu morávamos em um antigo bairro industrial.
Dobrei a esquina. Parei de ouvir os passos. Não me dava conta, mas já estava praticamente correndo! Acho que consegui dispersar o homem, pensei.
Em seguida, mais passos. Queria olhar. Desejava, loucamente, saber quem estava me seguindo. E por que essa pessoa não dizia ou fazia logo o que pretendia. Era como se quisesse me torturar com o pavor. O pior medo é o do desconhecido. Você não sabe o que há por trás, além, ou de baixo de você.
Que coisa horrível!
Pensava em gritar, em sair correndo, mas, ao mesmo tempo, imaginava que se aparecesse alguém, sei lá, talvez um carro, um velhinho, um policial, um funcionário de uma das fábricas, ou uma pessoa qualquer, poderia me socorrer; era por isso que eu permanecia apenas andando, completamente apavorada.
De repente, comecei a ouvir aqueles passos mais próximos. Inclinei a minha cabeça para o lado e olhei de leve para o chão. Não consegui ver aquela bota que fazia tanto barulho, mas sentia que havia uma pessoa atrás de mim. Meu Deus! Será um maníaco, um ladrão, um psicopata?
Foi então que pensei em voltar para casa. Não fazia mais sentido prosseguir. E se ele estivesse esperando apenas anoitecer mais um pouco para me atacar? E se houvesse um beco sem saída à minha frente? E se existissem comparsas dele logo em seguida?
Não sei o que fiz, mas me lembro de que consegui dar a volta. Atravessei a rua e fui para o outro lado. E aquelas pegadas malditas mais uma vez atrás de mim. Comecei a chorar. Já estava do outro lado da rua, voltando para a minha casa, e nada daquela pessoa dizer o que queria de mim.
Dei passos cada vez maiores e, apesar do frio, suava como uma chaleira, e sentia o meu rosto ruborizar. Meu corpo estava quente, meu rosto queimando, minhas mãos tremendo e minhas pernas quase bambas. No entanto, eu não poderia cair ali. Senti que estava perdendo as forças, tentei gritar, mas era como se a minha voz estivesse congelada. Além disso, não conseguia andar mais rápido, e meus passos estavam ficando cada vez menores. Eu olhava para as casas, e ninguém para me socorrer.
Porém, de longe, avistei a minha casa. Parecia que eu estava com cãibras, sentia como se estivesse nadando contra a correnteza, como se as minhas pernas quisessem afundar depois de tanto nadar. Estava fatigada, mesmo assim, aquela pessoa não me dava trégua.
Cheguei à minha casa, me joguei no corrimão da escada da calçada e me lancei na maçaneta da porta. Comecei a bater desesperadamente, mas me lembrei de que não haveria ninguém aquela hora. Abri a bolsa e comecei a procurar, trêmula, pelas chaves.
Foi quando percebi que os passos atrás de mim pararam. Aí mesmo que um grande frio na minha barriga começou a se formar e passei a suar ainda mais. Por isso, não tinha coragem de olhar para trás. Apesar de estar à porta de minha casa, não estava nem um pouco segura. Ele poderia me atacar, me agarrar, e até me matar.
Mas, não! Eu precisava olhar para ele, ver o rosto daquela pessoa que estava me martirizando. Ah se fosse uma brincadeira sem graça! Ah se fosse alguém da minha família querendo brincar comigo, tentando me fazer medo! Criei coragem...
Olhei para trás...
...
...
...
...
Não havia ninguém.

Para refletir
Quando temos um objetivo na vida, surgem obstáculos visíveis e invisíveis que fazem de tudo para nos impedir de seguir em frente. E não sossegam até que desistamos de prosseguir até onde queremos, e voltemos para o lugar de onde partimos.
Enfrente os seus temores. Encare as vozes e os sons que tentam lhe desanimar e lhe deixar com medo. Não dê ouvidos a nada disso. Veja somente o que lhe espera à frente e não volte para trás. Não corra o risco de ter seus sonhos neutralizados por você mesmo.
Por Jaqueline Corrêa
jaqueline.correa@arcauniversal.com

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