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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Costumes da Bíblia - A relação com a terra

Para os hebreus, as terras em que se estabeleciam eram literalmente um presente de Deus



Por Marcelo Cypriano / Fotos: Thinkstock, Ministério do Turismo de Israel
marcelo.cypriano@arcauniversal.com

Muitos relatos bíblicos descrevem como os hebreus ansiavam por suas terras desde o início dos tempos, quando receberam de Deus a incumbência de povoá-las. Sua existência era muito ligada à de seu torrão, de onde tiravam o sustento e perpetuavam seu povo.
Conforme avançavam e conquistavam, os israelitas se estabeleciam, como mostrado no livro de Josué. Tinham a porção de terra que lhes era de direito como vinda de Deus. As terras foram distribuídas por sortes. E “sorte” era o nome dado a um disco de pedra que, atirado, deixava um dos lados para cima – a origem tanto da palavra que designa algo bom que acontece quanto do costume atual de se atirar moedas para tirar o “cara ou coroa”. Os hebreus acreditavam que as sortes estavam sob o controle de Deus – daí a expressão “estar à própria sorte” (não seguir a orientação divina). Portanto, era da vontade do Senhor que determinada tribo ou família ia para certa área.

“A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda a determinação.”
Provérbios 16:33

“O SENHOR é a porção da minha herança e do meu cálice; tu sustentas a minha sorte.

As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança.”
Salmos 16:5-6

Seguindo- se essas regras, as terras recebiam um marco, geralmente formado por uma pilha de pedras, ou um sulco concêntrico de terra arada – e esses marcos não podiam ser removidos pela família proprietária ou por outra, para não alterar o que havia sido uma dádiva de Deus:
“Não mudes o limite do teu próximo, que estabeleceram os antigos na tua herança, que receberás na terra que te dá o SENHOR teu Deus para a possuíres.”
Deuteronômio 19:14

As terras praticamente não podiam ser comercializadas na época. Para eles, desfazer-se do bem que Deus lhes dera era enorme desonra a Ele – e uma forma de as terras serem povoadas e sua posse ser garantida, para que outros povos não avançassem. Isso fica bem claro no trecho bíblico em que Nabote negou vender suas vinhas a Acaz:
“Então Acabe falou a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha ao lado da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor: ou, se for do teu agrado, dar-te-ei o seu valor em dinheiro.

Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança de meus pais.

Então Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jizreelita, lhe falara, quando disse: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão.”
1 Reis 21:2-4

Entretanto, não era justo que uma família passasse dificuldades financeiras se tinha uma terra para vender. Se ela fosse comprada em uma situação como essa, o novo dono tinha, no ano do Jubileu (a cada 50 anos desde a entrada na Terra Prometida por Deus a Moisés e seu povo no Monte Sinai), que devolvê-la aos antigos proprietários.
“E santificareis o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família.”
Levítico 25:10

O valor da terra, para ser comercializada nessa hipótese, era baseado no número de anos restantes até o Jubileu seguinte (Levítico 25.13-17). Essa transação era feita oficialmente, devidamente auditada pelas autoridades da tribo. Se a família que vendera a terra superava as dificuldades nas finanças antes da chegada do Jubileu, o novo dono era obrigado a vendê-la de volta a eles, caso desejassem. Tudo isso também era para manter as terras sob posse da mesma tribo.

Herança
Como hoje, a terra era passada de pai para filho. No caso de mais de um filho (algo bem comum naqueles tempos de povoamento necessário), o primogênito tinha direito a uma porção dobrada em relação a seus irmãos. O pai poderia passar a terra para sua filha ou filhas, caso não tivesse filhos. Além disso, se não tivesse filhos de ambos os sexos, os irmãos do dono recebiam a herança, e por aí afora, na sucessão citada pela antiga lei de Deus em Números 27.
Até hoje o sentimento do descendente dos hebreus em relação à terra é muito forte.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O viver pela fé

Não basta viver com fé, é necessário viver pela fé



A pessoa que nasceu do Espírito Santo vive não somente da fé, mas, principalmente, pela fé. Jesus, durante o seu ministério terreno, tudo fez para que as pessoas despertassem para isso. Um exemplo dessa atitude encontra-se em Lucas 18.35-43, em que um homem cego lhe implorou a cura.
O texto relata que ao se aproximar de Jericó, um cego, que se encontrava sentado à beira da estrada, clamou-lhe: "Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!" Ele, porém não deu atenção e continuou o seu caminho. Pela segunda vez, o cego clamou: "Filho de Davi, tem misericórdia de mim!" Então, Jesus parou o ordenou que o trouxessem.
Encontramos nesse episódio uma atitude interessante: Jesus colocou o homem cego à prova: testou a sua fé. Se Jesus tivesse se deixado envolver pelas emoções, atendendo-o imediatamente, qual teria sido a sua atitude?  Ficaria comovido e iria rapidamente onde o homem estava e o curaria. Mas não o fez. Permaneceu em seu lugar e ordenou que lhe trouxessem o cego; e lhe perguntou: "Que queres que eu te faça?" Ele respondeu: "Senhor que eu torne a ver". Após o seu pedido, Jesus lhe disse: "Recupera a tua vista; a tua fé te salvou". E imediatamente ele tornou a ver.
Não basta viver com fé, é necessário viver pela fé. Quando agimos através das emoções, a fé deixa de ser exercida. Ora, se quisermos ter uma vida de bênçãos, não podemos nos deixar dominar pelas emoções. A pessoa que nasceu de novo não pode viver como antes, se deixando dominar pelas emoções; como se continuasse a viver da carne.
A partir do momento que não nos deixamos dominar pelas coisas que vemos, ouvimos ou sentimos, passamos a viver pela fé; e de posse dessa fé, temos a certeza de alcançar todos os nossos objetivos, mesmo que eles, aos olhos humanos, pareçam absurdos. Em Hebreus 11.1, encontramos: "Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem".
Temos para exemplificar essa passagem bíblica, John Wesley, grande avivamentalista do século XVIII, que fundou um orfanato sem nenhum recurso financeiro. O sustento das crianças era somente pela fé. Ele dependia somente do poder de Deus. Certa ocasião, na hora do café da manhã, as crianças sentaram-se à mesa, onde nada havia a não serem xícaras e pratos vazios. Então, Wesley levantou-se e pediu que as crianças ficassem em pé, e orou: "Senhor, graças te damos pela providência dos suprimentos de nossas necessidades". Ainda não havia terminado de orar, quando bateram à porta. Era um homem com vários galões de leite; logo a seguir, um outro trouxe os pães. Assim, as crianças tiveram um desjejum farto.
Muitas vezes, diante de algumas necessidades, qual tem sido nossa atitude? Murmuramos, ou procuramos supri-las através de nossos próprios recursos. Angustiados, procuramos resolver logo o problema; agimos como se estivéssemos vivendo na carne. Porém, quando vivemos pela fé, compreendemos o sentido das palavras do apóstolo Paulo: "tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4.13).
Por bispo Edir Macedo
redacao@arcauniversal.com

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Noemi: um exemplo de sogra

A mulher de Deus leva o homem a conquistas extraordinárias




A mulher leva o homem até a presença de Deus, à Sua plenitude, mas também pode servir de instrumento do diabo para levá-lo ao mais profundo do inferno. O próprio rei Salomão disse isso. Suas palavras eram de um homem de Deus, pois tinha o Espírito de Deus; depois, entretanto, se desviou por um caminho totalmente adverso.
Enquanto era de Deus, Salomão escreveu: "Achei cousa mais amarga do que a morte, a  mulher cujo coração são redes e laços, e cujas mãos são grilhões; quem for bom diante de Deus fugirá dela, mas o pecador virá a ser seu prisioneiro" (Eclesiastes 7.26).
O que é pior do que a morte? Aos meus olhos, só a segunda morte, a morte eterna.
Salomão conhecia muito bem o assunto, pois tinha 700 mulheres e 300 concubinas. Mesmo diante de toda a sua sabedoria, todo o seu reinado e de toda a sua glória, acabou caindo em desgraça por causa delas. Em outra ocasião ele disse: "...Entre mil homens achei um como esperava, mas entre tantas mulheres não achei nem sequer uma" (Eclesiastes 7.28).
Precisamos, entretanto, fazer aqui uma ressalva: a mulher de Deus não é nada disso; seu coração não é rede nem laço. Ela expressa a imagem de Deus e leva o homem a conquistas extraordinárias, porque ela é forte, ainda que nem apareça. Sua força anônima faz o homem ser um conquistador.
O mesmo Salomão disse: "A mulher sábia edifica a sua casa..." (Provérbios 14.1) e "Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias" (Provérbios 31.10). Quando a mulher é de Deus, é virtuosa e abençoa o homem.
Dentre as mulheres de Deus, as quais encontramos na Sua Palavra, há uma para quem temos de tirar o chapéu: Noemi. Ela e seu esposo, Elimeleque, viviam em Belém de Judá. Veio a fome e eles se mudaram, com seus dois filhos, para o país dos moabitas, os quais eram idólatras e até ofereciam aos seus deuses sacrifícios humanos.
Naquela terra, seus filhos se casaram. Mais tarde morreram Elimeleque e seus filhos, ficando Noemi sozinha com suas duas noras. Uma se chamava Orfa e a outra Rute. Noemi as chamou e aconselhou a que voltassem para a casa de seus pais, pois ela mesma voltaria para sua terra, pois não tinha nada mais a lhes oferecer. Orfa chorou muito, mas acabou concordando. Rute, todavia, disse: "...Não me instes para que te deixe, e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu, e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra cousa que não seja a morte me separar de ti" (Rute 1.16-17). Ora, o que esta sogra tinha de tão especial, que esta sogra tinha de tão especial, que sua nora estava determinada a segui-la e até morrer com ela? Justamente o caráter de Noemi. Naturalmente ela passou para as noras a fé, o fervor a Deus e o exemplo de mulher virtuosa. Isso fez com que as noras desejassem seguir Noemi. Ela, indiscutivelmente, conquistou o coração de suas noras.
Que Deus abençoe a todos abundantemente.
Por Bispo Edir Macedo
redacao@arcauniversal.com

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